Quem nunca recebeu uma t-shirt de um evento que acabou no fundo da gaveta? Era desconfortável, do tamanho errado, ou tinha um logótipo enorme que ninguém quer levar para a rua. Para a marca, é uma peça paga que não trabalha. O que se segue é o contrário: têxtil que as pessoas escolhem vestir.

A peça primeiro, o logótipo depois

Um erro frequente é começar pelo logótipo e escolher a peça pelo preço. A ordem certa é a inversa. Primeiro, três perguntas:

  • Quem a vai usar? A equipa todos os dias, clientes num evento, participantes de uma corrida, voluntários numa feira.
  • Onde? Num armazém, atrás de um balcão, ao ar livre, num escritório.
  • Quantas vezes? Uma peça para um dia de evento e uma peça para o trabalho diário pedem escolhas diferentes.

As respostas decidem se faz sentido uma t-shirt, um polo, uma sweat ou um saco. Por vezes a melhor peça para a marca nem é vestuário: um saco de pano que acompanha as compras da semana pode ser visto por mais gente do que uma t-shirt vestida uma vez.

No aconselhamento de peças começamos por aqui: escolher modelos, tecidos e cores adequados ao uso.

Tecido, corte e tamanhos

Uma peça só é usada se for confortável. O tecido tem de ser agradável ao toque e adequado à estação e ao tipo de trabalho. Uma peça para quem passa o dia a carregar caixas não é a mesma que serve para atender ao balcão de uma loja.

O corte conta tanto como o tecido. Um modelo direito e largo pode vestir mal muita gente; um corte mais ajustado, ou a possibilidade de escolher entre cortes diferentes, faz a diferença entre uma peça que se usa e uma que se guarda.

E depois os tamanhos. Pergunte a cada pessoa o seu, em vez de adivinhar. Se possível, tenha uma peça de cada tamanho para experimentar: as medidas variam de modelo para modelo, e o «M» de um fabricante não é o «M» de outro. Uma encomenda pode ter vários tamanhos e cores dentro do mesmo modelo, por isso não há razão para obrigar ninguém a vestir o tamanho que sobrou.

Estampar ou bordar

São duas formas diferentes de pôr a marca numa peça, e cada uma tem o seu lugar.

A estampagem aplica o design à superfície do tecido. Presta-se a designs com várias cores, áreas maiores e ilustrações, e a peças leves como t-shirts e sacos. A técnica de estampagem mais indicada depende do design e da quantidade: diga-nos quantas peças precisa e indicamos a melhor opção.

O bordado é feito com linha, cosida no tecido. Dá relevo, textura e um acabamento mais cuidado, e é uma escolha natural para fardamento, polos e casacos. Dá-se melhor com logótipos simples, de poucas cores e sem letras muito pequenas, que a linha tem dificuldade em desenhar com rigor.

Não é preciso escolher uma só: uma marca pode bordar o logótipo no polo da equipa e estampar uma ilustração na t-shirt de um evento.

Ninguém veste um anúncio. Veste uma peça de que gosta, que por acaso tem a sua marca.

Um design que se veste

O impulso é pôr o logótipo o maior possível, no peito ou nas costas. O resultado é uma peça que parece um uniforme de promoção e que ninguém usa fora do evento. Um pormenor discreto, como um símbolo pequeno no peito, uma frase na manga ou uma etiqueta exterior, torna a peça mais fácil de usar no dia a dia.

Pense no design como pensaria numa peça de roupa, e não num cartaz:

  • A cor do tecido faz parte do design. Uma t-shirt na cor da marca, com um pormenor em tom sobre tom, pode ser mais forte do que um logótipo colorido sobre branco.
  • Uma ideia, não um catálogo. Logótipo, site, telefone e redes sociais na mesma peça transformam-na num folheto.
  • Algo que valha a pena mostrar. Uma frase com graça ou uma ilustração ligada à história da empresa ou do evento dá às pessoas uma razão para escolher aquela peça.

O ficheiro também conta: um logótipo em vetor e cores bem definidas evitam surpresas na produção. As regras são parecidas com as do papel e estão no nosso guia de artes finais.

Fardamento: a equipa como montra

O fardamento é o têxtil que os clientes veem todos os dias. Uma equipa vestida de forma coerente transmite organização antes de alguém dizer uma palavra, e ajuda o cliente a perceber a quem se dirigir.

Coerência não quer dizer toda a gente igual o ano inteiro. Um bom fardamento prevê peças para o calor e para o frio e para funções diferentes, de quem está no armazém a quem está na receção, e mantém a identidade em todas: as mesmas cores, a mesma aplicação da marca, o mesmo cuidado. Pense também na reposição: quem entra na equipa a meio do ano deve receber as mesmas peças que os colegas.

Encomendar sem dores de cabeça

A parte menos vistosa é muitas vezes a que dá mais trabalho. Algumas regras práticas:

  • Recolha os tamanhos antes de encomendar, numa lista com o nome de cada pessoa.
  • Misture tamanhos e cores sem receio: dentro do mesmo modelo, a encomenda pode ter vários.
  • Peça embalamento individual: peças separadas por tamanho ou por pessoa, prontas a distribuir, sem ninguém a abrir caixas e a separar t-shirts.
  • Pergunte se pode ver o modelo antes da produção. Ter a peça na mão tira dúvidas sobre o tecido, o corte e o tamanho que nenhuma fotografia resolve.

E diga logo no primeiro contacto de quantas peças precisa: a técnica mais indicada depende da quantidade, e saber isso cedo poupa voltas.

Dica do laboratório

Antes de encomendar para toda a equipa, pergunte se pode ter uma peça do modelo escolhido e use-a um dia inteiro, a trabalhar. Depois lave-a. Se ainda a escolheria do armário, encomende. Se não, mude a peça antes de mudar o design.

Se está a preparar fardamento para a equipa ou peças para um evento, o serviço de têxtil promocional trata do aconselhamento de peças, estampagem, bordado, fardamento e embalamento individual, com produção no nosso laboratório. Para canecas, cadernos, garrafas e kits de boas-vindas, o caminho é o merchandising.